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Juliette rebate Antônia Fontenelle sobre usar o termo “paraíba”: “Não é força de expressão, é xenofobia”. Vídeo

Juliette Freire (Foto: reprodução/TV Globo)
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No domingo, 11/07, a apresentadora Antônia Fontenelle usou o termo “paraíba” para referir-se ao DJ Ivis e fazer uma crítica às agressões dele contra a esposa, Pamella Holanda. Juliette Freire, que é natural da Paraíba, usou as redes sociais nesta segunda-feira (12) para refletir sobre o uso da palavra, e fez questão de deixar claro o quanto a fala é xenofóbica.

Ao manifestar-se sobre o caso de Ivis e Pamella, Antônia Fontenelle quis saber por qual motivo o músico não foi preso pelas agressões e escreveu o seguinte: “Esses paraíbas fazem um pouquinho de sucesso e acham que podem tudo. Amanhã vou contactar (sic) as autoridades do Ceará para entender porque esse cretino não foi preso”.

Antônia Fontenelle usou o termo “paraiba” para referir-se ao DJ Ivis (Foto: reprodução)

Sem fazer qualquer menção ao nome da apresentadora, Juliette Freire publicou em sua conta no Twitter para rebater quem ainda insiste em associar a palavra “paraíba” e suas variações a atitudes negativas. “Não é força de expressão, é xenofobia. Não existe ‘ser Paraíba’ e ‘fazer paraibada’. Existe ser PARAIBANA/O, o que sou com muito orgulho. Tire seu preconceito do caminho, que vamos passar com a nossa cultura e não vamos tolerar atitudes machistas e xenofóbicas de lugar algum”, compartilhou.

Nos stories do Instagram, a ex-BBB seguiu tecendo críticas, ainda sem citar o nome de Antônia. “Essa não é a primeira vez que eu escuto alguém usar o termo ‘paraíba’ de forma pejorativa. Paraíba é o estado da Paraíba! Nós somos paraibanos. Se você quer usar algum adjetivo ruim, use agressor, criminoso. Procure qualquer outro. Isso não é brincadeira, isso não é leve, isso machuca e reproduz um discurso de ódio e xenofóbico. Chega! ‘Ah, foi sem maldade’, pouco importa! É sem maldade, mas machuca”, falou.

Quem engrossou o “coro” contra o uso equivocado do termo foi Elba Ramalho. “Paraibada não existe e xenofobia é crime. Paraibada não, paraibanos com muito orgulho”, escreveu nos stories. O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) foi mais específico e citou o nome da apresentadora no Instagram. “Paraibada não existe! Pegue sua xenofobia e vá se lascar”, disse numa imagem. “Vamos ensinar @ladyfontenelle a mudar a ‘força de expressão’ que ela acha de boa usar…”, acrescentou na legenda.

Posicionamento de Antônia Fontenelle

Nos stories do Instagram, a apresentadora falou sobre a repercussão negativa de seu comentário e argumentou que a expressão não é xenofóbica. “Paraíba é força de expressão, quem faz ‘paraibada’, como por exemplo bater em mulher. Esses machos escrotos que ganham uns trocados e acham que podem tudo”, começou.

No post, Antônia Fontenelle usou um print do perfil Vem Me Buscar Hebe, o qual referiu-se como pertencente de uma “máfia digital” — uma clara referência à denúncia feita por Leo Dias recentemente, de que alguns perfis de fofoca receberiam dinheiro tanto para “cancelar” quanto para promover alguns artistas. Porém, vale ressaltar que este Instagram sequer foi citado pelo jornalista como um dos integrantes do grupo denunciado. “São do mal, ignorando um fato importante e repugnante como uma mulher ser agredida. A casa de vocês também vai cair, anotem”, ameaçou.

Em seguida, Antônia Fontenelle continuou gravando uma série de stories, criticando os perfis que estavam divulgando seu comentário controverso. “Se juntaram para me acusar de xenofobia. De novo? Não cola! ‘Paraiba’ eu me refiro a quem faz ‘paraibada’. Pode ser ele sulista, nordestino, pode ser o que for, se fizer ‘paraibada’ é uma força de expressão. Vocês acham o quê?! Que eu não tava esperando a represália?”, disse Fontenelle, acrescentando que a repercussão nos perfis de fofoca era apenas uma “vingança” por ela ter apoiado as denúncias feitas por Leo Dias. “A casa de vocês ainda vai cair, porque eu não desisti não! Quer ganhar dinheiro?! Vão trabalhar decentemente!”, disparou.

Para Antônia Fontenelle, o fato desses perfis terem trazido à tona o comentário com destaque era uma tentativa de “abafar” o caso do DJ Ivis e Pamella Holanda. “Vocês tentam inverter e usar uma força de expressão minha pra me acusar de xenofobia. Olha o quanto vocês são do mal! É uma milícia do mal, virtual! As autoridades estão de olho em vocês, podem apostar!”, garantiu.

Hugo Gloss

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