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Equipe do Médicos Sem Fronteiras se despede do Hospital de Patos mas deixa um legado que será perpetuado

Profissionais do Complexo e os integrantes da equipe do MSF
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As ações e protocolos serão mantidos no Complexo mesmo com a saída do MSF

Levar cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Essa é a principal missão dos profissionais que integram as equipes do Médicos Sem Fronteiras (MSF). Nos últimos 32 dias, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) teve o privilégio de contar com o apoio de uma equipe multiprofissional formada por integrantes desta organização humanitária internacional. Durante esse período, a equipe do MSF junto com os colaboradores do hospital desenvolveu muitas atividades e ações no setor de isolamento Covid, com destaque para a evolução dos pacientes, a implantação de novos protocolos, o que resultou no crescimento dos casos de extubação de pacientes Covid, no aumento de altas do setor e da queda da mortalidade. Nesta quarta-feira (28), os trabalhos foram encerrados com uma reunião de avaliação.

“Foram trinta e dois dias de muito trabalho e dedicação o que fortaleceu sobremaneira a atuação multiprofissional de nossos colaboradores, resultando num atendimento ainda melhor aos nossos pacientes e na melhoria de nossa prestação de serviço, inclusive, com a adoção e implantação de novos protocolos”, destaca a diretora técnica do Complexo Dra. Jaquelline Andrade, lembrando que os protocolos e ações continuarão a ser desenvolvidos pela equipe da unidade.

“De nossa parte, temos uma imensa gratidão por esse trabalho que muito nos auxiliou na atual conjuntura de pandemia, agregando valor a nossa atuação junto aos nossos pacientes do setor de isolamento Covid. Além de agradecer a dedicação e atuação dos MSF, também queremos registrar a importância da doação que eles fizeram para a nossa unidade de vários itens e equipamentos que farão a diferença no dia a dia do Complexo. Gratidão e muito obrigado são palavras que definem nosso sentimento agora”, reforçou o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

Numa lista de 20 itens que foram doados pela equipe do MSF ao Complexo de Patos destaca-se a doação de 22 oxímetros, 400 máscaras cirúrgicas, 1 PNI, um cabo de monitoração cardíaca de cinco vias, 45 dispenseres de álcool, 50 lixeiras de 50 litros, 10 termômetros eletrônicos, três estetoscópios e dois oxímetros de pulso, entre outros itens. “Esses itens servirão de suporte para implantação de algumas ações nas UTIs Covid”, explica Francisco, lembrando que além de médicos, a equipe do MSF era composta por outros profissionais da área de saúde, a exemplo de fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

Sobre o MSF

            A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), além de levar cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias, a exemplo da pandemia do Covid, também tem como missão chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos. A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60,k em Biafra, na Nigéria. Enquanto socorriam vítimas em meio a uma guerra civil brutal, os profissionais perceberam as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos, que faziam com que muitos se calassem, ainda que diante de situações gritantes. MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, dando visibilidade a realidades que não podem permanecer negligenciadas. Em 1999, MSF recebeu o prêmio Nobel da Paz.

Assessoria

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